Quem recebe você

Anderson Cerceau, psicanalista winnicottiano e periphérico. Uma escuta para o sofrimento que tem corpo e tem mundo.

Anderson Cerceau, psicanalista da Casa Camomila, numa rua de periferia
Anderson Cerceau · psicanalista winnicottiano e periphérico

A trajetória

Anderson Cerceau é psicanalista winnicottiano e periphérico. Antes da clínica, foram mais de duas décadas na geologia, cavando outro tipo de subsolo e lendo testemunho atrás de testemunho, camada por camada. O caminho até aqui não foi desvio, foi acúmulo: ele trocou escutar gente em escala industrial por escutar uma pessoa de cada vez, com o tempo inteiro.

Sobre o resto, ele resume assim: viveu muitas coisas em outras vidas, e isso ajuda a ser um bom ouvinte. Ou ao menos, é o que dizem.

Anderson Cerceau entre peças que lembram a geologia, sua vida antes da clínica

Formação e filiações

O chão clínico é winnicottiano. Anderson cursa a pós-graduação em Psicanálise Winnicottiana pela PUC-PR, em Londrina, e integra a Comunidade Costurando Winnicott, onde a formação segue contínua, porque isso nunca tem ponto de chegada: o dia em que estiver pronto, não vai servir mais pra nada. O trabalho clínico é conduzido sob supervisão, como parte de uma prática séria.

O lugar de onde ele escuta é periphérico. Anderson é membro efetivo do CPAPEC, o Coletivo de Pesquisa Ativista em Psicanálise, Educação e Cultura, e da Escola Psicanalítica da Escuta Periphérica, e atende como analista na Clínica-Escola Stella do Patrocínio. É uma psicanálise brasileira e decolonial, que faz questão de receber justamente quem costuma ficar de fora.

Uma nota honesta: a psicanálise não é uma profissão regulamentada no Brasil, não há conselho ou número de registro como em outras áreas. Por isso a confiança aqui se constrói pelo que de fato sustenta o trabalho: formação, filiações, experiência e transparência. E fique claro desde já: este é um espaço de psicanálise, não de psicologia nem de psiquiatria.

A escuta

A escuta aqui é para o sofrimento que tem corpo e tem mundo. Não a dor abstrata dos manuais, mas a de quem carrega coisas bem concretas: a fome, a violência, a falta do básico para viver com alguma dignidade. Gente que chega inteira, trazendo o peso do que a vida fez, e que precisa ser ouvida antes de ser corrigida ou encaixada num rótulo.

Anderson é também pesquisador em etnopsicanálise, e aprendeu a desconfiar das categorias que trouxe consigo, principalmente as que explicam a pessoa por dentro e esquecem o mundo em que ela vive. Sobrou menos rótulo pronto, sobrou mais atenção ao que cada pessoa, e cada família, atravessa de verdade. É uma psicanálise que não arranca ninguém do seu mundo, porque é nele que o sofrimento acontece.

Anderson Cerceau em trabalho de campo da pesquisa em etnopsicanálise

Conheça a escuta winnicottiana que orienta este trabalho →

Como é o trabalho

A Casa Camomila é um espaço de psicanálise, online e também presencial, em Paragominas. É um trabalho feito pela fala, no seu tempo, em torno daquilo que pesa, se repete, escapa ou pede sentido. As sessões são por videochamada ou no consultório, com 50 minutos, e há uma primeira conversa gratuita e sem compromisso para nos conhecermos. Tudo o que é dito é protegido por sigilo.

Estante do consultório da Casa Camomila, com livros, cerâmicas e plantas

Perguntas frequentes sobre o atendimento →

Você não precisa se explicar para existir.